12.PATRIMÓNIO HÍSTÓRICO

Carnaxide e Queijas

CARNAXIDE

 

A Vila de Carnaxide pertenceu ao Reguengo de Algés, domínio que se estendia entre a Ribeira de Alcântara e o Reguengo de Oeiras. Inicialmente fez parte da Freguesia de Benfica do termo da cidade de Lisboa, tendo sido integrado no Concelho de Oeiras no século XIX, como sede de uma freguesia com o mesmo nome. A Freguesia de Carnaxide encontra-se limitada a Este e Norte pelos concelhos de Lisboa e Amadora, respetivamente, a Oeste pela Freguesia de Barcarena e a Sul pela união das freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada/Dafundo.

 

A origem do topónimo Carnaxide parece ter vindo, segundo alguns autores, de uma expressão árabe Carnexate que significa “corno de ovelha”, de Carna-xade que se refere a “a ponta da ovelha”, ou ainda do céltico Carn que se refere a “monte feito de pedras em estado bruto, como memória, túmulo, sinal distintivo duma terra e outras assinaladas” e ushod que significa “de cima”. Este território foi povoado pelos romanos e pelos árabes que aí se fixaram vivendo sobretudo da actividade pastoril.

 

Localiza-se numa área acidentada, de excelentes e abundantes águas, sobre colinas separadas pelos Rio Jamor e Ribeira de Algés. Foi até ao século XVII um pequeno lugar, tendo registado no século XVIII um crescimento populacional que só foi interrompido pela ocorrência do terramoto de 1755. Foi por essa altura que se construiu o aqueduto e chafariz de Carnaxide (1766), uma exigência da população local como consequência da edificação do Aqueduto das Águas Livres.

 

No século XIX, uma epidemia de cólera causou um grande número de mortes e consequente abandono de casas, terras de cultivo e pomares. A recuperação económica deu-se com o retorno da população às suas casas e à exploração agrícola da terra. Só muito mais tarde, já em pleno século XX, a economia muda por completo, passando pelo desenvolvimento de atividades ligadas à construção e obras públicas e depois pelas actividades terciárias.

 

Dada a sua acessibilidade a Lisboa, Carnaxide converteu-se num espaço residencial e de serviços, de grande densidade, contando no seu território com grandes empresas ao nível nacional e internacional.

 

Boa Rota dispensa Pregão

Carnaxide: um percurso de descoberta pela história e tradições da vila | Texto } Filomena Serrão Rocha | Planta } GPDEIG e Augusto Cordeiro

 

QUEIJAS

 

A Vila de Queijas localiza-se a Noroeste de Linda-a-Pastora, situando-se num planalto fértil e de altitudes moderadas. Foi até 2013 sede da freguesia com o mesmo nome. Atualmente pertence à união das freguesias de Carnaxide e Queijas.

 

A origem do topónimo Queijas está longe de ser apurada. Muitas são as possíveis denominações que poderão estar na base da designação de Queijas, nomeadamente “Queijo”, “Queijada”, “Queijadinha”, “Queijeira”, “Queijeiras”, “Queixoso”, etc.

 

Mesmo no centro da Vila encontra-se edificada uma construção do século XVIII, conhecida como Casa de D. Miguel, que para alguns autores se encontra associada ao Rei D. Miguel, dado que este a utilizaria como casa de veraneio e pavilhão de caça.

 

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Texto Oeiras Factos e Números